terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caótico floral-tacheado

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“Vou ter que gastar muito nesta temporada”. Não, não é uma crítica aos altos preços das grifes criadas para bem nascidos. Pelo contrário. Foi isso que eu, absolutamente sem querer, exclamei enquanto via o desfile do Alexandre Herchcovitch nesta tarde chuvosa de janeiro. Alê é meu mago. Mas, afinal, é porque eu quero meeeeesmo todas as peças que ele cria.

Para o inverno 2009 Herchcovitch promete Demoiselles d'Avignon, porém vestidas. E bem vestidas. E a idéia é essa mesmo, uma inspiração maluca, cubista-dadaísta urbana, direto do caos de São Paulo ou até de Berlim, uma invenção surreal que só podia partir D’ele.


Essa montação - literalmente - quase improvisada se coloca na frente dos olhares fascinados com o início do século XX e, de repente, chega aos anos oitenta como se nunca tivéssemos saído deles. São roupas fragmentadas com silhuetas confusas, cortadas em vários pontos e cheias de focos de atenção.

Como Herchcovitch himself disse, não dá pra sacar tudo de uma vez, só com essa olhadinha. O bom mesmo, minha gente, é analisar na loja, na arara, no caixa!

O mix de estampas - ora românticas, ora sombrias -, de listras e de colares mimosos apareceram associados com leggings de paetê sob bermudas, calças ou saias pretas. Mas, na verdade, não existem sobreposições. Esse é mais um dos secredos Herchcovitchianos. Todas as peças que parecem sobrepostas, são uma só, tornando palpável o caos que permeia toda a coleção.


As botas!!!!!!!!! Longuésimas, justas e sequíssimas vieram com o cano até a coxa, tudo por cima da calça, usada com vestido bordado brilhante. Lindo!


Na segunda parte do desfile Alê mostra como é possível ser fina, sem ser igual a todas as outras rachas do universo! E, ainda, com muito estilo. Os casacos tem cortes excêntricos nas mangas e nas lapelas tornando um simples blazer uma peça de luxo.

Mais luxo: luvas tacheadas e/ou bordadas e as bolsas em formato de pedra e paralelepípedo.

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